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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Mini-Grupo II B - Trabalhando com o nome próprio



"A escrita do nome próprio é uma das mais importantes conquistas da criança que entra no mundo das letras. Todos sabem que é importante trabalhar com o nome próprio  da criança na Educação Infantil. Os motivos são muitos: o nome é verdadeiro porque ele representa uma pessoa. Para ela, é muito significativo trabalhar com seu nome porque esse conjunto de letras diz algo sobre ela: sua identidade. Nomes têm função social claramente definida: identificar as pessoas, marcar seus pertences, etc."
Orientações Curriculares - SME 
 
 
A professora Marelita sempre inclui no roteiro atividades que trabalhem os nomes das crianças, como forma de aprenderem a reconhecê-los e também começar a escrevê-los para nomear as próprias atividades e também seus pertences. Na verdade, com os nomes próprios da turma, as crianças podem começar a pensar sobre a escrita como sistema de representação: seu funcionamento, a regularidade da escrita, a permanência do que se escreve, a formação das palavras. É muito importante que isso comece desde cedo, pois desde o nascimento a criança está imersa numa cultura letrada, e precisa pensar sobre o sistema de escrita. Não se trata de alfabetizar na creche, mas sim de propiciar contato com um dos maiores bens culturais da humanidade. E creche é lugar de cultura!
 
 
As letras móveis são importantes ferramentas do professor quando o assunto é escrita.

Os pequenos têm muita curiosidade em relação ao sistema de escrita. O Eduardo já está bem avançado em suas observações.

Brincando e aprendendo.


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Leitura para bebês - uma ação possível e indispensável


"Na educação infantil os professores emprestam generosamente sua voz aos
textos para que os autores possam falar às crianças, uma vez que elas ainda
não podem fazê-lo sozinhas. Também se oferecem como escribas para que elas
produzam textos na linguagem que se escreve, uma vez que ainda não sabem grafálos
convencionalmente. Assim elas podem contar com o olhar atento e curioso do
professor que sabe reconhecer como elas pensam."
(Orientações Curriculares - SME)
 
Muitos educadores resistem em ler para bebês ou até mesmo para crianças pequenas, alegando que eles não têm "concentração" suficiente para este tipo de atividade. Contudo, ao sabermos da importância que a imersão no mundo letrado e nas mais diferentes formas culturais que a escrita aparece, dentre elas a literatura, não podemos deixar de lado esta ação educativa primordial: ler em voz alta para os pequenos. E não qualquer leitura, mas sim livros apropriados ao universo da infância, com textos de alta qualidade litérária e feitos especialmente para as crianças, preocupados com a imagem (apresentação) e mais ainda com seu conteúdo.
 
Desde pequeno é possível aprender a "linguagem que se escreve", que é muito diferente da linguagem falada. Ao escrever, temos um jeito próprio de dizer as coisas, para que elas fiquem belas, emocionantes, interessantes, misteriosas, tristes, espantosas... A literatura é uma arte, e deve ser apresentada às crianças em sua forma original, sem troca de termos, sem simplificações. E este trabalho deve ser iniciado no berçário justamente por este motivo: porque sabemos que os bebês não conhecem os livros, e por saber que esta aprendizagem é imprescindível para a vida. 
 
As crianças do berçário do CEI Vila Ramos já tem esta oportunidade garantida, e sempre estão ouvindo a leitura de bons livros, feitas pelas educadoras da sala. Esta prática deve ser permantente na rotina do CEI e das Escolas de Educação Infantil:
 
 Um lugar aconchegante para ouvir a história...
 Bebês não se concentram? É mesmo?
 
 A professora realiza a leitura...
 
 Todos se divertem com o enredo, né Professora Jaqueline?
 
Depois os pequenos podem manusear o livro e tentar recuperar a história...
 
 
 Pensa que eles rasgam? Não não não...
 
 Os títulos são bem variados... mas devem atender à faixa etária.
 

As crianças tentam recontar a história.



 

A escrita de listas - Mini-Grupo II C

"As crianças podem aprender a produzir seus próprios textos (bilhetes, listas,
etc.) ainda que não convencionalmente, conhecer as características e os usos das cartas e dos diários, relacionar textos e imagens na leitura dos álbuns de figurinhas e utilizar as características gráficas desse portador de textos para arriscar-se em suas próprias leituras."
(Orientações Curriculares - SME)
 
Como parte do trabalho com a linguagem verbal, a escrita deve ser apresentada à criança desde cedo, em sua forma socialmente utilizada, como é o caso das listas, cartas, bilhetes.  Quem nunca precisou fazer uma lista para lembrar-se, por exemplo, do que trazer do supermercado? Ou uma lista de nomes das pessoas participantes de um chá de bebê? Pois é, assim a escrita deve ser apresentada e trabalhada com as crianças: em seu significado cultural, com a finalidade de comunicar, guardar na memória, organizar o pensamento.
 
A professora Andréia, do Mini-Grupo II C,  utilizou-se desse gênero textual (a lista) para escrever juntamente com as crianças os itens do supermercado, com os produtos pertencentes ao cantinho que foi construído com esta finalidade, de "brincar de fazer compras".
 
As crianças ajudaram a fazer a lista

 Neste caso, a professora serve de "escriba" para as crianças, produzindo o texto na frente delas.
 
 O uso da letra bastão é o mais adequado, porque socialmente esta letra é mais usada em produtos, cartazes, entre outros.
 
A participação da criança é fundamental nessas atividades, pois ela é protagonista do processo de aprendizagem.
 
 






Chamada Viva - o nome próprio como fonte de conhecimento - Mini-Grupo I CD

Uma das áreas do conhecimento que trabalhamos na Educação Infantil é a linguagem verbal, sendo ela: a leitura, a escrita e a oralidade. E uma das formas mais significativas de fazer as crianças perceberem a função social da escrita é o uso do nome próprio. Para nomear os objetos, para determinar o pertencimento dos materiais, para fazer a chamada da turma. As professoras Ana  Josefa e Rosilaine se utilizam do recurso da Chamada Viva para ensinar várias coisas às crianças: o nome próprio, a questão da identidade, o trabalho em grupo: quem está ou não presente naquele dia.
 
 As crianças aprendem não só os próprios nomes, mas como os dos colegas também.
 
 E sentem-se felizes quando encontram seu nome.
 
 Mostram o nome para os colegas.
 
 Encaixam o nome na lista.
 
A professora sempre por perto, para auxiliar e fazer boas intervenções.
 
A professora deve valorizar os avanços das crianças.
 
 
 
 
 
 
Outros trabalhos podem ser realizados com o nome próprio: dominós, jogos da memória, trilhas, trabalho com as letras iniciais dos nomes, comparações da grafia (número de letras, letras idênticas)... entre muitas outras possibilidades. O nome próprio é sempre significativo, é o primeiro presente que ganhamos ao nascer e vai nos significar pelo resto da vida, por isso tem tanta importância para as crianças pequenas.